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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

José Niza 1938-2011

Não pode haver melhor homenagem a este grande compositor do que continuar a apreciar a grandiosidade da sua obra.

«Que venha o sol, o vinho, as flores
Marés, canções, todas as cores
Guerras esquecidas por amores;

Que venham já trazendo abraços
Vistam sorrisos de palhaços
Esqueçam tristezas e cansaços;



Que tragam todos os festejos
E ninguém se esqueça de beijos
Que tragam prendas de alegria
E a festa dure até ser dia;

Que não se privem nas despesas
Afastem todas as tristezas
Pão, vinho e rosas sobre as mesas;

Que tragam cobertores ou mantas
O vinho escorra pelas gargantas
E a festa dure até às tantas;

Que venham todos de vontade
Sem se lembrarem de saudade
Venham os novos e os velhos
Mas que nenhum me dê conselhos!»

"A Festa da Vida", de uma vida que vai para além desta existência.






quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Júlio Resende 1917-2011

A obra

O Mestre













O Mestre morreu. A dimensão da imortalidade atingiu-a em vida com a sua obra. A expressividade da sua pintura carrega os mais densos sentimentos, fortes como as cores que usa e retorcidos como a inquietude do seu traço. A cultura portuguesa perde um dos bons...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Amy Winehouse 1983-2011

 Uma menina com um talento raro, mas que nunca soube controlar os seus impulsos e as suas emoções.
Uma pena imensa...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Maria José Nogueira Pinto 1952-2011


Foi com surpresa que recebi esta notícia.
Uma mulher forte e determinada que marcou a sua posição no meio político nacional, dominado claramente por homens.
Discordei inúmeras vezes das suas opiniões, mas reconheço que era uma pessoa coerente que defendia com garra e determinação aquilo em que acreditava.


terça-feira, 28 de junho de 2011

Angélico Vieira 1982-2011

Da forma trágica que todos conhecemos chega ao fim a vida deste jovem cantor/ator que era idolatrado por uma legião de fãs, cobiçado por muitas mulheres, invejado por muitos homens, acarinhado por muitos amigos e sobretudo amado pelos familiares.
Aos familiares e amigos, em especial aos pais, as minhas sentidas condolências.  
Um triste desfecho para um jovem que tinha muito mais para dar.
R.I.P.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Ângelo de Sousa 1938-2011

Artista Plástico e Professor catedrático.
A arte em Portugal está mais pobre ...
Fica para a eternidade um obra marcada pela simplicidade dos temas, originalidade das formas e excelência no uso das cores.
          

quarta-feira, 23 de março de 2011

Elisabeth Taylor 1932-2011


No auge da sua beleza. Como deverá ser recordada...

Artur Agostinho 1920-2011

O rosto de um comunicador nato com as marcas da experiência e da sabedoria.
Fica na memória a voz com que nos encheu a casa, pela rádio e pela televisão...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A efemeridade da vida

Corria o mês do calor, um calor abafado e sufocante que ao início da manhã era recebido com entusiasmo mas que a partir da hora do almoço dos impedia de sair à rua. Só à noite nos era restituída a liberdade e, qual 25 de Abril, corríamos para a rua de cravo na mão (no meu caso era mais com o saco dos berlindes) e era a desforra até altas horas da madrugada.
Numa destas noites de convívio correu por toda a aldeia, como um rastilho de pólvora, a notícia de que ela tinha partido.
Surgiram de início rumores, especulações, notícias não confirmadas e, finalmente, certezas. Ela tinha realmente partido.
Fui interiormente procurar entender o significado deste acontecimento. Não o entendia, não era suposto entendê-lo. Não tinha maturidade para perceber que aquela pessoa que conhecia tão bem tinha permanentemente partido. Rebobinei filmes, imagens, acontecimentos em comum e nada parecia realmente importante quando confrontado com este desfecho. Nem o seu belo sorriso, a sua pele clara, a sua gargalhada franca me marcaram tanto como o dia em que tive de lhe dizer adeus.
Nós também não éramos amigas do peito, daquelas com quem se partilham todos os segredos.  Apesar de morarmos na mesma aldeia, havia entre nós uma barreira enorme que nos distanciava anos-luz: eu andava na quarta classe e ela andava no ciclo. O ciclo, esse novo mundo que alguns já tinham experimentado mas que, para mim, era algo misterioso. E quem lá andava era "muito à frente". Não me atrevia a comunicar com essas pessoas, sob pena de fazer figura triste, limitava-me a cumprimentá-las e sonhava com o dia em que iria fazer parte daquele mundo.
Na noite da confirmação não consegui dormir. Deitei-me na sacada porque o aperto no peito não me deixava respirar. Qualquer movimento de pessoas ou animais na rua trazia-me de volta à realidade e ficava eufórica por constatar que ainda estava viva. Acreditava que iria adormecer e nunca mais iria acordar e lutava com o sono e o cansaço. Acabei por adormecer no regaço da minha mãe, com garantias de que amanhã seria um novo dia...
E nasceu um novo dia, mas o meu mundo não voltou a ser igual. Fui confrontada com a efemeridade da vida quando a vida ainda não me tinha mostrado todas as suas potencialidades. E cedo comecei a questionar se valia a pena a luta diária que travamos. Hoje sei que vale a pena.
Ficará para sempre a memória da menina que partiu cedo demais...
RIP S.